Agostino Agazzari: Como a música barroca antiga definiu o papel do contrabaixo

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Agostino Agazzari não apenas compôs música; ele escreveu o livro de regras sobre como deveria ser jogado. Nascido em Siena em 1578, este compositor e teórico italiano é mais lembrado por um único livro revolucionário publicado em 1607. Del sonare sopra ’l basso con tutti li stromenti e dell’uso loro nel conserto não era apenas mais uma coleção de partituras. Foi um dos primeiros manuais de instruções dedicados à execução do baixo completo.

Antes disso, a música renascentista era uma democracia de vozes. Cada linha importava igualmente. O tratado de Agazzari sinalizou uma mudança em direção à era barroca, onde emergiu a hierarquia. A linha do baixo tornou-se a base e as partes superiores tornaram-se a ornamentação. Ele não apenas observou essa mudança. Ele codificou isso.

Os anos romanos e o retorno de Siena

A carreira de Agazzari foi construída com base no prestígio institucional. Entre 1602 e 1603, serviu como mestre de capela no Colégio Alemão em Roma. Em 1606, ele havia garantido a mesma função no Seminário Romano. Nesse mesmo ano, ingressou na Accademia degli Intronati em sua cidade natal, Siena. Foi uma honra significativa. A academia era um centro para elites intelectuais e artísticas.

Ele retornou a Siena em 1607, mesmo ano em que seu tratado foi publicado. Lá ele passou o resto de sua vida, trabalhando como organista na Catedral de Siena e servindo como mestre de capela até sua morte em 1640.

Sua produção musical refletiu a transição entre épocas. Ele escreveu no stile antico – o estilo conservador e polifônico do final da Renascença. Ele também abraçou o estilo moderno do início do Barroco. Seu catálogo inclui a ópera pastoral Eumelio (1606), cinco livros de madrigais, motetos, missas, salmos e outras obras sagradas. Mas o seu trabalho teórico teve um impacto mais forte na história da música do que a maioria das suas composições.

Definindo funções do instrumento

O cerne do argumento de Agazzari no tratado de 1607 é uma classificação estrita de instrumentos. Ele os dividiu em duas categorias distintas com base em sua função dentro de um conjunto. Esta distinção não foi arbitrária. Refletia a nova estética barroca de contraste.

Instrumentos Básicos
Esses instrumentos forneceram a estrutura harmônica. Eles tocavam baixo. Agazzari listou:
– Órgão
– Alaúde
– Cravo
– Teorbo
– Harpa

Instrumentos de ornamento (melodia)
Esses instrumentos carregavam as linhas melódicas acima do baixo. Eles adicionaram textura e decoração. Sua lista incluía:
– Alaúde (usado melodicamente)
– Teorbo (usado melodicamente)
– Harpa (usada melodicamente)
– Cítara
– Lira baixo
– Violino
– Guitarra
– Espineta
-Pandora

“Enquanto na música renascentista todas as vozes de uma composição tinham geralmente a mesma importância, na música barroca estava emergindo um conceito novo e significativo.”

A importância desta divisão não pode ser exagerada. Marcou o fim do ideal renascentista de poligrafia de voz igual.

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